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Especialista da PM3 explica como ganhar eficiência nas empresas com automação

O mercado global de plataformas de desenvolvimento low-code, tecnologia que permite criar aplicativos e automatizar processos com pouco ou nenhum código de programação, deve alcançar cerca de US$ 264,40 bilhões até 2032, segundo relatório da Fortune Business Insights. 

Baseado em interfaces visuais, componentes pré-construídos e, cada vez mais, no uso de inteligência artificial para executar tarefas complexas de programação, o low-code tem se mostrado um aliado para otimizar fluxos internos e liberar tempo dos colaboradores para atividades mais estratégicas. 

Neste contexto, Raphael Farinazzo, Diretor de Operações da PM3, escola referência em negócios e produtos digitais no Brasil, reúne dicas práticas para aplicar o low-code no dia a dia das empresas.

  • Identifique trabalhos repetitivos

Antes de adotar uma plataforma low-code, é essencial mapear o que realmente precisa ser automatizado. Atividades feitas “sempre do mesmo jeito”, como formulários, consolidação de dados, aprovações internas e relatórios recorrentes, são fortes candidatas à automação. Se é repetitivo e manual, provavelmente pode ser resolvido com low-code.

“Se uma tarefa depende pouco de tomada de decisão e consome tempo de forma recorrente, ela provavelmente já deveria estar automatizada. O low-code ajuda justamente a resolver esse tipo de gargalo”, explica Farinazzo.

  • Escolha bem a ferramenta

O mercado oferece diversas soluções que permitem programar com pouco ou nenhum código. Avaliar recomendações, comparar custos e entender qual ferramenta se adapta melhor à realidade da rotina e do negócio faz toda a diferença para o sucesso da iniciativa.

“Não existe uma ferramenta ideal para todos os cenários. O mais importante é entender o problema que você quer resolver antes de escolher a plataforma”, comenta o executivo da PM3.

  • Converse com a equipe

Criar soluções apenas para a própria rotina já gera ganhos, mas o impacto é ainda maior quando o low-code resolve dores do time como um todo. Ouvir colegas, mapear gargalos coletivos e pensar em automações compartilhadas ajuda a gerar mais valor e destaque profissional.

“Quando a automação nasce de uma dor compartilhada, ela tende a ser mais bem valorizada. Pode ser uma forma de agregar valor e se destacar”, aconselha o especialista.

  • Comece pequeno

Em vez de partir para projetos complexos logo de início, o ideal é começar com fluxos simples. Automatizações menores permitem testar rápido, gerar resultados imediatos e evoluir gradualmente, reduzindo riscos e aprendendo ao longo do processo.

“O low-code permite experimentar com baixo risco. Começar por projetos pequenos ajuda a aprender rápido e evita frustrações com iniciativas maiores”, reforça.

  • Documente o processo

Mesmo em projetos low-code, documentar o que foi feito é fundamental. Registrar o problema, o funcionamento do fluxo e os aprendizados facilita ajustes futuros, ajuda outras pessoas a escalar a solução e melhora os resultados nas próximas iniciativas.

“Documentar não é burocracia, é inteligência operacional. Isso garante que a automação continue funcionando bem, mesmo quando outras pessoas passam a usá-la”, conclui Farinazzo.

Imagem: divulgação.

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