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Mercado global de biometria já movimenta cerca de US$ 60 bilhões e deve atingir US$ 120 bilhões até 2029

Uma consultoria realizada pela Biostation, empresa especializada em identificação biométrica, para o Governo Federal, analisou a implementação da biometria palmar nos sistemas de controle de acesso em diversos tipos de transporte público, como ônibus, metrôs, aeroportos e portos. Durante o estudo, identificou que, atualmente, a economia brasileira perde cerca de R$ 4,7 milhões por dia no PIB devido a falhas nos sistemas de autenticação digital, com um prejuízo anual de até R$ 1,6 bilhão, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse impacto reflete diretamente as vulnerabilidades na identificação de usuários em operações financeiras, serviços digitais e transações eletrônicas.

A implementação da biometria palmar pode representar um avanço significativo na segurança e eficiência dos sistemas de controle de acesso. “Ao utilizar as veias da palma da mão, essa tecnologia oferece uma solução muito mais precisa e resistente a fraudes em comparação ao reconhecimento facial, que é suscetível a variáveis como iluminação e alterações estéticas. Além disso, essa tecnologia garante uma taxa de falsa aceitação muito mais baixa, tornando-a ideal para ambientes de alto fluxo, como os de transporte público, onde a confiabilidade e a rapidez são essenciais”, revela Leonardo Araujo de Assis, CEO da Biostation.

Com destaque para sua eficácia em acessos presenciais, a biometria palmar é a alternativa ideal para reforçar o ecossistema de identificação. Enquanto a biometria facial é considerada estratégica para o ambiente digital remoto. Quando integradas, essas tecnologias criam uma camada dupla de proteção, oferecendo o máximo de confiabilidade para o usuário e para a empresa.


Garantindo inclusão e equidade no reconhecimento digital

Além de sua superioridade técnica, a biometria também é uma solução mais inclusiva, pois não sofre com os problemas de viés racial que afetam o reconhecimento facial. No Brasil, com sua enorme diversidade étnica, o uso de tecnologias que falham em reconhecer corretamente certos grupos pode ser problemático, perpetuando desigualdades. “A biometria palmar não apresenta essas limitações, garantindo que todos os cidadãos, independentemente de sua origem ou características físicas, possam ser tratados com a mesma dignidade e precisão”, relata o CEO da Biostation.

Esse debate também se conecta diretamente com as ideias da filósofa Martha Nussbaum, cuja Abordagem das Capacidades propõe que as tecnologias sejam avaliadas não apenas pela sua eficiência, mas também pelo impacto que têm sobre a dignidade humana e a justiça social.

Nussbaum defende que a dignidade não pode ser reduzida a dados mensuráveis, e que tecnologias, como o reconhecimento biométrico, devem ser avaliadas pela sua capacidade de respeitar a autonomia e os direitos fundamentais de todos os indivíduos. Nesse sentido, a biometria palmar oferece uma solução que, além de ser mais precisa e eficaz, também respeita os princípios de igualdade material e inclusão social. Ao contrário da biometria facial, que pode ser falha em populações de diversas etnias e idades, a biometria palmar não é afetada por essas variáveis, garantindo mais equidade nos processos de verificação.

Além de melhorar a precisão, a biometria palmar também resolve questões de privacidade e controle sobre o ambiente. Ao contrário do reconhecimento facial, que é passivo e pode ser realizado sem o consentimento explícito da pessoa, a biometria palmar exige uma ação intencional do usuário, respeitando sua autonomia e direito à privacidade”, conclui Leonardo.

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