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Pesquisa da Everpure mostra que 64% das empresas não têm uma estratégia formal de soberania de dados para manter o controle das informações e se proteger de riscos geopolíticos e da exposição relacionada à IA

A Everpure (NYSE: P) divulgou uma pesquisa global que revela que 88% dos líderes C-level de grandes companhias acreditam que uma falha na soberania de dados pode lhes custar o emprego, enquanto 91% temem prejuízos financeiros e danos à reputação corporativa. Apesar desses riscos, 64% das organizações pesquisadas operam sem uma estratégia formal de soberania de dados, expondo uma vulnerabilidade na gestão moderna de dados corporativos diante do atual cenário de incerteza geopolítica.

A soberania de dados tornou-se uma questão crítica para os negócios, diante de riscos que vão da extração de dados imposta por autoridades estrangeiras a possíveis incidentes de negação de serviço (DoS). Para avaliar a relação entre as prioridades estratégicas e o preparo operacional, o Global Data Sovereignty Report 2026, da Everpure, ouviu 2.100 líderes empresariais em oito países, e os resultados mostram que a preocupação com esses riscos ainda não se reflete na preparação para enfrentá-los.

“No Brasil, temos observado empresas reavaliando onde manter seus dados mais sensíveis à medida que os projetos de IA avançam dos testes para a produção. Custos, requisitos regulatórios e a necessidade de maior controle sobre os dados estão levando algumas empresas a reconsiderar o que manter na nuvem e o que faz mais sentido trazer para sua própria infraestrutura ou para data centers de terceiros. Ao mesmo tempo, avançar com IA exige uma base sólida de dados, com qualidade, governança e políticas claras de gestão. São temas que vêm ganhando espaço nas discussões com as empresas brasileiras”, explica Claudio Tancredi, country manager da EverPure no Brasil.

Preocupação com a soberania de dados:

90% das organizações reconhecem a soberania de dados como uma preocupação para os negócios, e a maioria espera consequências graves para as finanças ou para suas lideranças em caso de falha.
85% estão dispostas a abrir mão de recursos e funcionalidades avançadas para contratar um provedor local ou soberano.
40% já limitam o uso de provedores de SaaS que dependem de infraestrutura fora do país.

Falta de preparo para lidar com riscos:

Apesar desses resultados, 64% das organizações operam sem uma estratégia formal de soberania de dados.
62% não têm visibilidade completa sobre quem pode acessar, controlar e gerenciar seus dados.
56% não têm planos para lidar com extração de dados por motivos geopolíticos ou com interrupção de serviços.
56% admitem não ter as competências e a capacidade necessárias para executar iniciativas de soberania, enquanto 36% enfrentam dificuldades para obter o apoio da alta liderança.
Apenas 9% consideram como prioridade máxima a proteção contra o acesso a dados por autoridades de outras jurisdições.

Os resultados revelam uma “lacuna de soberania” entre o reconhecimento dos riscos pelos executivos e o preparo operacional para enfrentá-los. Muitas empresas ainda tratam a soberania como uma questão de rotina de cibersegurança ou conformidade. Com isso, não asseguram o controle sobre seus dados nem conseguem se proteger de ameaças geopolíticas que podem ter consequências significativas para os negócios.

“Os líderes seniores entendem que seus empregos estão em jogo quando se trata de soberania de dados, mas muitos ainda se concentram nos riscos errados. A soberania não diz respeito apenas ao local onde os dados são armazenados, mas à visibilidade e ao controle completos sobre eles por meio de uma gestão moderna de dados. Quem pode acessar os dados, quais jurisdições se aplicam e se os dados ou serviços críticos para o negócio podem sofrer interrupções são perguntas fundamentais que toda organização deveria fazer”, diz Alex McMullan, diretor internacional de Tecnologia da Everpure.

“A soberania digital deixou de ser uma discussão sobre conformidade e se tornou uma preocupação crítica para os conselhos de administração. O desafio para os executivos não se limita a saber onde seus dados estão hospedados. Trata-se de ter controle total sobre todos os acessos e transferências de dados, incluindo todos os metadados, assegurar proteção contra solicitações extraterritoriais de dados e gerenciar os riscos de TI e de fornecedores diante das incertezas geopolíticas”, diz Rahiel Nasir, diretor de pesquisa e analista principal de Soberania Digital Mundial da IDC.

Metodologia
Encomendada pela Everpure à Vanson Bourne, a pesquisa ouviu 2.100 executivos C-level e líderes de TI de grandes empresas em junho de 2026. O estudo foi realizado em oito países: Reino Unido, França, Alemanha, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Singapura e Índia. Esses países representam diferentes contextos regulatórios e geopolíticos nos quais a soberania de dados se tornou um fator determinante para os resultados dos negócios.

Imagem: divulgação.

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