Estudo indica que o mercado já incorporou a ferramenta, mas ainda pode evoluir em cobertura de M365, monitoramento de sucesso e testes de restauração
O mercado brasileiro de prestadores de serviços gerenciados de TI já trata o backup como item amplamente incorporado à operação, mas começa agora uma nova etapa de amadurecimento: transformar a presença da ferramenta em capacidade real de continuidade operacional. É o que mostra a Pesquisa ADDEE 2025 – Diagnóstico do Mercado MSP no Brasil, segundo a qual 99% dos respondentes utilizam solução profissional de backup, sinal de que a tecnologia já faz parte do stack básico do setor. No entanto, 60% dos MSPs reportam taxa de sucesso dos jobs de backup acima de 95% nos últimos 30 dias, enquanto os demais ainda operam abaixo desse patamar. Para a Addee, o estudo aponta que o próximo salto para o setor não está mais na adoção da ferramenta, mas na forma como ela é governada, validada e monitorada no dia a dia, para que a taxa de sucesso adequada alcance o mercado de forma integral.
“Os dados mostram que o mercado já superou a fase de adoção básica. Backup deixou de ser diferencial e passou a ser pré-requisito. O próximo passo é transformar essa presença em capacidade real de continuidade, com monitoramento, cobertura adequada e validação frequente”, afirma Rodrigo Gazola, CEO da Addee.
Outro ponto de atenção levantado pela pesquisa está na proteção de ambientes em nuvens, pois a instabilidade no tratamento dos dados traz riscos concretos, como indisponibilidade, recuperação lenta, falhas operacionais e ameaça à reputação. Entre os MSPs que atuam com backup de Microsoft 365, 56% ainda têm menos de 70% de cobertura, o que revela uma avenida relevante de evolução em uma frente que ganhou importância com a aceleração do uso de ferramentas cloud nas empresas. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que 85% já vendem backup de M365, indicando que o tema entrou de vez na agenda comercial e técnica do setor.
A pesquisa também mostra que os testes de restauração devem se tornar um dos principais vetores de maturidade do segmento. Hoje, 32% dos MSPs realizam testes trimestralmente, 26% mensalmente, 28% uma vez por ano e 14% nunca testam. Para Gazola, esses números revelam que já existe uma parcela importante do mercado tratando a restauração como prática recorrente, ao mesmo tempo em que permanece espaço claro para avanço entre as empresas que ainda testam pouco ou não testam.
“O backup só ganha valor estratégico quando a empresa consegue comprovar recuperação. O mercado está caminhando nessa direção. O que a pesquisa mostra é menos uma fragilidade estrutural e mais uma transição: sair da lógica de proteção presumida para uma cultura de continuidade validada. No atual cenário do mundo corporativo, o backup deixa de ser apenas um item técnico e passa a ocupar posição mais estratégica dentro da proposta de valor dos MSPs”, reforça Gazola.
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