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Especialistas alertam que a rápida evolução da inteligência artificial está impulsionando o uso de deepfakes em fraudes digitais, campanhas de desinformação e roubo de identidade no Brasil

Deepfakes disparam no Brasil e acendem alerta para fraudes e desinformação

Especialistas alertam que a rápida evolução da inteligência artificial está impulsionando o uso de deepfakes em fraudes digitais, campanhas de desinformação e roubo de identidade no Brasil

O avanço acelerado da inteligência artificial está transformando o cenário da segurança digital no Brasil e ampliando preocupações sobre o uso de deepfakes, que são vídeos, áudios e imagens manipulados por tecnologia de IA capazes de simular pessoas com alto grau de realismo.

Especialistas em segurança digital alertam que deepfakes estão se tornando um dos principais vetores de fraude online. Especialistas em cibersegurança da NordVPN apontam que vídeos manipulados com IA já circulam amplamente em redes sociais para promover golpes, investimentos falsos e produtos fraudulentos.

A tecnologia, embora represente avanços importantes para inovação e entretenimento, amplia significativamente as ameaças relacionadas ao roubo de identidade, manipulação da opinião pública e golpes virtuais, segundo a NordVPN.

Deepfakes e crimes

No Brasil, investigações já identificaram o uso de deepfakes com a imagem e voz de profissionais da saúde para promover produtos fraudulentos. Há também registros de grupos que comercializam cursos ensinando técnicas de manipulação digital para esse tipo de golpe. Especialistas apontam que a tecnologia já é amplamente utilizada em fraudes financeiras, roubo de identidade, extorsão digital, manipulação de reputação e campanhas de desinformação.

Os deepfakes consistem em mídias sintéticas criadas por meio de inteligência artificial e aprendizado profundo capazes de simular rostos, vozes e comportamentos humanos com elevado nível de precisão.

“A tecnologia utiliza redes neurais avançadas, como os chamados modelos generativos adversariais, que aprendem padrões a partir de grandes volumes de dados disponíveis online para produzir conteúdos falsificados difíceis de distinguir de registros autênticos”, afirma Marijus Briedis, CTO da NordVPN. “O processo normalmente envolve o treinamento de algoritmos com imagens, vídeos ou gravações reais de uma pessoa, permitindo reproduzir expressões faciais, movimentos e características vocais de forma convincente”, completa.

Mesmo com aplicações legítimas na indústria do entretenimento, na produção audiovisual e em projetos educacionais, o uso sem consentimento levanta questões éticas e legais relacionadas à privacidade e à segurança digital.

Briedis explica que identificar deepfakes pode ser um desafio crescente, já que a tecnologia evolui rapidamente. Ainda assim, alguns sinais podem indicar manipulação, como movimentos faciais pouco naturais, inconsistências na iluminação, bordas borradas ao redor do rosto, alterações na qualidade do áudio ou diferenças perceptíveis entre a aparência apresentada e registros públicos conhecidos da pessoa retratada. A verificação da origem do conteúdo e a comparação com fontes confiáveis continuam sendo práticas fundamentais para reduzir a disseminação de informações falsas.

“A educação digital e a proteção da privacidade representam as principais defesas contra ataques baseados em inteligência artificial. Entre as recomendações estão limitar a exposição de dados pessoais na internet, confirmar a identidade de interlocutores em comunicações suspeitas, utilizar autenticação em múltiplos fatores e adotar ferramentas de segurança que protejam a navegação e as informações pessoais”, afirma.

Imagem: https://pixabay.com/pt/illustrations/falso-falsifica%C3%A7%C3%A3o-falsificado-1726362/

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