Com investimentos globais em software empresarial previstos para crescer dois dígitos até o fim do ano, empresas transformam a tecnologia em ferramenta de governança e agilidade competitiva
Um dado recente da consultoria Gartner revela que, até 2026, 70% das grandes empresas globais terão migrado para modelos de ERP compostáveis, ou seja, sistemas que permitem mudanças rápidas e modulares de acordo com a necessidade do negócio. Esse movimento não é apenas uma atualização técnica, ele marca o fim de uma era onde o software de gestão era visto como um mal necessário ou um custo fixo de infraestrutura. Hoje, o ERP é o sistema central que define quem cresce com saúde financeira e quem fica pelo caminho.
A mudança de percepção é visível nas mesas de reunião. Se antes o tema era restrito aos especialistas de suporte e infraestrutura, hoje ele ocupa a maior parte do tempo de executivos e diretores de operação. O motivo é simples: em um mercado de margens apertadas e exigência máxima por transparência, não existe estratégia de crescimento que sobreviva a dados fragmentados ou processos manuais.
Para Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil, o que estamos vivenciando é uma quebra de barreira entre o técnico e o humano. Segundo ele, o ERP deixou de ser uma caixa preta da TI para se tornar um facilitador de cultura e eficiência. Quando uma empresa decide implementar ou evoluir seu sistema de gestão, ela não está comprando software, está comprando a capacidade de enxergar o próprio futuro com clareza e de tomar decisões baseadas na realidade, não em suposições.
Essa migração de responsabilidade para os líderes acontece porque o impacto de um ERP moderno é sentido diretamente no lucro e na experiência do cliente. Decisões estratégicas sobre expansão, fusões ou novos modelos de receita agora nascem dentro do sistema. O papel da TI continua fundamental, mas agora como uma parceira que viabiliza a estratégia desenhada pela diretoria, garantindo que a tecnologia suporte o ritmo acelerado dos negócios contemporâneos.
A nova dinâmica do mercado exige que o sistema de gestão seja fluido e empático às necessidades de quem o opera. O foco saiu da complexidade técnica para a utilidade prática. Empresas que ainda tratam o ERP como uma pauta exclusiva de tecnologia correm o risco de criar gargalos operacionais que impedem a inovação. No cenário atual, a eficiência tecnológica é, essencialmente, a base da sobrevivência e da relevância empresarial.
Imagem: divulgação.