Um estudo recente da Howden revelou que ataques cibernéticos e incidentes provocados pela tecnologia estão entre as maiores preocupações das multinacionais para os próximos cinco anos, citado por quase metade dos executivos. Nesse cenário, a rápida adoção de agentes de inteligência artificial no mercado corporativo, embora traga avanços significativos em eficiência, adiciona uma nova camada de atenção a esse desafio. A automação em setores altamente regulados, como finanças e telecomunicações, levanta preocupações válidas sobre a proteção de dados e a confiabilidade das operações automatizadas.

Para Diego Alvarez, CPTO da Escale, sales tech brasileira especializada em jornadas de vendas complexas, o risco está justamente na falta de visibilidade sobre os processos de decisão da IA. “Quando a inteligência artificial opera sem supervisão estruturada, ela deixa de ser uma solução e passa a ser uma fonte de incerteza, algo que nenhuma corporação pode se dar ao luxo de ignorar. O grande desafio atual do mercado é garantir visibilidade total sobre como essa solução toma decisões, interage com o consumidor final e manuseia dados sensíveis. O sucesso da inovação depende da confiança e do controle rigoroso”, afirma.
Para que as organizações superem essa barreira e inovem com segurança é fundamental abandonar a ideia de IA como uma ferramenta “plug-and-play” e investir em infraestrutura auditável. É com essa premissa voltada à eliminação de riscos que a Escale atua para blindar operações enterprise. A companhia estrutura seus processos sob as certificações globais ISO 27001, 27018 e 27701, garantindo o padrão ouro em segurança da informação, privacidade na nuvem e gestão da informação. Além disso, como solução para a infraestrutura de dados, a empresa firmou uma parceria estratégica com a Oracle, permitindo apoiar a gestão e a governança em uma base robusta e transparente.
Outro obstáculo prático enfrentado pelo mercado é a imprevisibilidade de sistemas genéricos de IA, que podem gerar respostas equivocadas durante o atendimento. Para solucionar essa lacuna, a saída é a especialização somada ao monitoramento contínuo. A aisa, agente de IA da Escale, resolve esse problema ao ser treinada especificamente com milhares de conversas reais, ancorada a plataforma robusta que garante transparência total sobre a jornada de venda. Essa abordagem elimina o “ponto cego” das operações, permitindo auditar e visualizar cada interação com o cliente, seja ela realizada por humanos ou pela aisa. Na prática, essa integração segura entre IA e humanos dobra a taxa de conversão.
“Quando o mercado constrói um ecossistema seguro, pautado em transparência e dados auditáveis, a inteligência artificial deixa de ser vista como um risco e passa a ser um diferencial estratégico e de negócio. O futuro das grandes operações não está na automação a qualquer custo, mas na união definitiva entre inteligência de alta performance, segurança e governança de ponta a ponta” conclui Alvarez.
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