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Após mais de 47 aquisições, empresa consolidou plataformas herdadas, automatizou 64% dos eventos monitorados e reduziu o tempo de resolução de incidentes em até 50% 

Com mais de 47 aquisições estratégicas no histórico, a Selbetti acumulava a cada nova empresa incorporada um conjunto adicional de ambientes, ferramentas e processos de monitoramento que não conversavam entre si. Para resolver a fragmentação e sustentar níveis elevados de serviço em ambientes críticos de clientes, a empresa, que hoje é uma das maiores One-Stop-Techs do país, consolidou sete ambientes distintos no Zabbix e transformou o monitoramento em uma operação centralizada e automatizada, com redução de 30% a 50% no tempo de resolução de incidentes, e automação de 64% dos eventos monitorados. 

“Cada aquisição trazia um ambiente novo, com ferramentas e processos próprios, e chegamos a um ponto no qual a fragmentação limitava nossa capacidade de crescer com controle. Centralizar o monitoramento no Zabbix foi uma decisão de negócio, não apenas de tecnologia: precisávamos de uma operação padronizada, automatizada e capaz de absorver as próximas aquisições sem impacto para os clientes”, afirma Diego Ramon, Especialista em Customer Experience da Selbetti. 

Hoje, a empresa atende mais de 6.500 clientes com um time de 2.200 profissionais, mantém mais de 170 mil equipamentos em operação com foco no outsourcing de impressão. Também está presente em 20 filiais distribuídas por dez estados brasileiros, com um portfólio organizado em dez unidades de negócio que vai da gestão de impressão e dispositivos de TI a projetos de cibersegurança, inteligência artificial e experiência do cliente.  

Cada nova aquisição amplia esse ecossistema, mas também o torna mais heterogêneo: múltiplas ferramentas de monitoramento não integradas criavam silos de informação, a falta de padronização dificultava ganhos de escala e a ausência de correlação entre eventos tornava a identificação de causa raiz lenta e imprecisa. 

Como a Selbetti opera ambientes críticos de terceiros e precisa sustentar níveis elevados de serviço, um requisito se tornou inegociável: garantir alta disponibilidade e previsibilidade operacional mesmo durante processos contínuos de integração e expansão, sem gerar impacto nas operações existentes. Em paralelo, a expansão do uso de cloud trazia uma demanda adicional de governança financeira e controle de custos, na linha das práticas de FinOps. 

Integração com Zabbix 

A resposta veio na forma de uma decisão estratégica: estabelecer o Zabbix como plataforma central de monitoramento e observabilidade para toda a organização. A escolha representou a definição de um novo modelo operacional, baseado em centralização, padronização e automação, no qual o monitoramento deixou de ser uma função isolada de TI para se tornar um elemento de eficiência operacional e de tomada de decisão.  

Com a adoção da plataforma, a Selbetti unificou sete ambientes distintos, que incluíam diferentes versões do Zabbix, da 5.0 à 7.2, e até ferramentas de outros fabricantes, em um ambiente centralizado estruturado sobre o Zabbix 7. A consolidação resultou em uma expansão do ambiente, com a incorporação de mais de 260 mil novos itens de métricas, mais de 90 mil triggers e mais de 5 mil novos hosts, além da implementação de 50 novos proxies, do crescimento de 2.700 VPS monitoradas, da inclusão de 40 novos clientes e 60 novos usuários e da entrega de mais de 30 dashboards. 

Com a base consolidada, o monitoramento avançou para além da infraestrutura tradicional e assumiu o formato de uma estratégia completa de observabilidade. O ambiente passou a integrar clouds como AWS, Azure, Oracle Cloud e IBM Cloud, além de servidores, storage, redes, bancos de dados e camadas de aplicação e serviços críticos.  

Também foram incorporados monitoramentos diretamente ligados ao negócio, como aplicações web via HTTP, processos de integração e rotinas críticas de processamento e cargas batch, o que permitiu construir uma visão fim a fim da jornada dos serviços, conectando eventos técnicos ao impacto real nas operações. 

Outro ponto importante foi a evolução para um modelo altamente automatizado, que inclui recuperação automática de incidentes, robotização de acionamentos e predição de comportamento de métricas. Na prática, isso se traduz em mais de 13 mil acionamentos automatizados por mês e na automação de aproximadamente 64% dos eventos monitorados, uso de IA na análise de alertas e na sugestão de ações de resolução. 

A Selbetti também investiu na criação de dashboards adaptados a diferentes níveis da organização, permitindo acompanhamento operacional pelos times técnicos, tático pela gestão e estratégico pelo negócio, com visões que incluem mapas de integração, infraestrutura e redes, SLA e disponibilidade com mapas de calor e monitoramento de cloud e custos.  

Resultados tangíveis 

Na eficiência operacional, o MTTR, tempo médio de resolução de incidentes, caiu entre 30% e 50%, e a eliminação de atividades manuais gera economia de mais de 50 horas por mês. Nos custos, a visibilidade ampliada e a consolidação de ferramentas produziram redução de 10% a 20% nos gastos com cloud.  

Na resiliência, a operação passou a sustentar SLA global superior a 99,5%, com identificação proativa de falhas críticas e redução de indisponibilidades. 

“Casos como o da Selbetti mostram que monitoramento e observabilidade deixaram de ser apenas temas técnicos de TI e passaram a ter um papel importante no crescimento das empresas. Quando uma companhia cresce por meio de aquisições, o desafio é integrar novos ambientes sem aumentar a complexidade da operação. Ter uma plataforma aberta, robusta e escalável ajuda a manter tudo centralizado, automatizar processos e ganhar eficiência. Na Selbetti, chegar a 64% dos eventos monitorados de forma automatizada mostra, na prática, como a tecnologia pode apoiar esse crescimento com mais controle e previsibilidade”, afirma Luciano Alves, CEO da Zabbix LatAm. 

Em termos de escalabilidade, a nova arquitetura já suporta mais de 600 mil métricas monitoradas e aproximadamente 8 mil ativos, com projeção de chegar a 20 mil, crescimento que ocorre sem aumento proporcional da complexidade graças à padronização e à automação implementadas. Para uma companhia que fez das aquisições seu principal motor de expansão, é essa capacidade de absorver novos ambientes sem perder controle que sustenta o próximo ciclo de crescimento. 

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